Entre ilhas coloridas, exploração e personagens carismáticos, Dracamar entrega uma experiência acessível e cheia de referências aos anos 2000
Quem não sente saudade dos clássicos jogos 3D do Sony Interactive Entertainment no PlayStation 2? Franquias como Crash Bandicoot: The Wrath of Cortex, Ratchet & Clank e Jak and Daxter: The Precursor Legacy marcaram uma geração com mundos coloridos, exploração e aventuras cheias de personalidade.
Inspirado nessa era dourada, Petoons Studio apresenta Dracamar, um jogo de aventura 3D que abraça a nostalgia dos tempos de PS2 sem abrir mão da própria identidade.
O reino de Dracamar já foi uma terra próspera, governada pelo Rei Crad, um dragão guerreiro venerado por unir diferentes tribos sob um único reino. Porém, quando sua terra começou a ser consumida por uma misteriosa ameaça, o rei tomou uma decisão desesperada: buscar as antigas forças da Bruma.

O preço desse pacto foi alto demais. Consumido pela própria escuridão, Crad perdeu sua sanidade e acabou se tornando a principal origem da maldição que assola o arquipélago.
Agora, cabe aos três forasteiros recém-chegados ao reino, ao lado do pequeno Iko, enfrentar a corrupção da Bruma e tentar restaurar Dracamar — talvez até salvando o próprio Rei Crad de si mesmo.
Os controles são simples e fáceis de aprender. O ataque principal lembra bastante o tradicional rodopio de Crash Bandicoot, enquanto os inimigos amaldiçoados são purificados após serem derrotados, rendendo pontos utilizados para desbloquear mapas e adquirir skins.
Um detalhe que deixa a movimentação mais dinâmica é o botão de corrida. Em alguns momentos, o embalo pode acabar levando o jogador direto para um buraco — mas, felizmente, a quantidade generosa de checkpoints incentiva explorar e revisitar fases sem grandes frustrações.

A atmosfera é um dos grandes acertos do jogo. Desde os efeitos sonoros até a trilha sonora, tudo remete aos clássicos adventures 3D do PlayStation 2. As músicas alternam entre momentos mais animados e trechos tranquilos, acompanhando bem a identidade de cada região do arquipélago.
E se a proposta era recriar a sensação dos antigos jogos 3D da era PS2, Dracamar acerta em cheio. O visual colorido, os cenários inspirados em paisagens mediterrâneas e elementos da cultura catalã dão personalidade própria ao mundo. Das praias ensolaradas até regiões que lembram os Pirineus, cada ilha possui um charme particular.
O jogo também evita cair na armadilha comum de apenas copiar referências. Mesmo claramente inspirado por clássicos como Crash e Jak and Daxter, Dracamar encontra maneiras de construir sua própria identidade. Minigames espalhados pelas fases, descidas por correntezas, escorregadores em troncos gigantes e sequências dentro de criaturas enormes ajudam a manter a aventura variada.



Iko, o pequeno companheiro que acompanha o jogador preso à pulseira do protagonista, também adiciona variedade à exploração. Em diferentes momentos, ele assume novas formas e habilidades, funcionando como mola, planador e outras ferramentas necessárias para alcançar áreas escondidas do arquipélago.
Apesar da aventura não ser muito longa, algumas fases podem se tornar repetitivas durante o processo de revisitar áreas em busca de sementes e moedas usadas para reconstruir pontes e liberar novas regiões. Ainda assim, os chefes divertidos, os cenários carismáticos e a exploração constante fazem o tempo passar rápido.

Dracamar funciona tanto como uma ótima porta de entrada para novos jogadores quanto como uma viagem nostálgica para quem cresceu com os grandes jogos de aventura 3D do PlayStation 2.
Agora resta a pergunta: você está pronto para salvar o reino de Dracamar?

