Jogo inspirado nos clássicos dos anos 80 aposta em jogabilidade versátil, trilha sonora pesada e desafios criativos.
Alguns jogos marcam gerações. Se você gosta de jogos retrô ou teve a oportunidade de viver nos anos 80 e 90, sem dúvida títulos como Contra III: The Alien Wars e Metal Slug ainda carregam uma forte memória afetiva para quem teve a chance de jogá-los. Com jogabilidade rápida, tiros para todos os lados e chefes que ocupavam a tela inteira, esses clássicos definiram uma era.
ChainStaff não poderia ser diferente. Bebendo diretamente da fonte desses gigantes, o jogo entrega uma experiência rápida, divertida e com uma ambientação que respira os anos 80, com cara de filme de guerra no estilo “Trovão Tropical“. Tudo isso acompanhado de muito humor entre o protagonista, sua cabeça alienígena, piadas ruins e um esforço constante para não ser dominado pelo parasita.
Durante uma missão, algo dá errado e, para salvar sua vida, um alien se liga ao seu corpo. Agora, vários de seus órgãos funcionam apenas graças a ele. Enquanto você, Sargento Varlette continua destruindo alienígenas e defendendo a Terra da invasão, o governo acompanha sua evolução: alguns o enxergam como uma arma militar, enquanto outros querem apenas reverter a situação para que você possa voltar à sua vida ao lado da pessoa amada.

A história parece um clichê dos anos 80 — e é exatamente essa a proposta. Em meio à destruição de hordas alienígenas, resgates de soldados e batalhas intensas, seu destino fica nas mãos do governo americano e de alguém que ainda acredita em você.
A jogabilidade de ChainStaff é extremamente responsiva e adaptativa. Você pode avançar de forma caótica, correndo e atirando em tudo que se move, ou adotar uma abordagem mais controlada, eliminando inimigos com calma. O bastão multifuncional é o grande destaque: serve como arma, plataforma, gancho de mobilidade e até como barreira defensiva, além de ser essencial para quebrar armaduras e explorar o cenário.

Visualmente, o jogo mistura 2D com elementos em 3D de forma muito competente. A direção de arte é um dos grandes destaques, fugindo do visual genérico e apostando em uma estética inspirada nos anos 80. Os cenários são ricos em detalhes, as cutscenes carregam aquele charme retrô bem polido e os fundos são belíssimos. Há um cuidado evidente em cada elemento — desde criaturas vivas no cenário até animações mais brutais, como sua arma despedaçando inimigos. Alguns chefes, como a tartaruga gigante, evocam diretamente a memória de clássicos como Contra III.
A trilha sonora é puro Heavy Metal, assinada por Deon van Heerden, também responsável por Broforce. Com riffs pesados e uma pegada agressiva, a música incentiva um estilo de jogo mais intenso e direto. É daquelas trilhas que ficam na cabeça — e que facilmente merecem um lugar na sua playlist.

Como todo bom jogo de plataforma, ChainStaff não é muito longo. Para quem gosta de explorar, há diversos coletáveis e soldados para resgatar, incentivando o fator replay e o backtracking. Os chefes são criativos e exigem estratégia — não basta apenas atirar. Felizmente, o sistema de checkpoints é eficiente e evita frustrações desnecessárias.
ChainStaff se destaca em meio a tantos jogos que tentam resgatar a essência dos clássicos. Com jogabilidade precisa, ele pode exigir um tempo de adaptação, já que o bastão possui múltiplas funções. Dominar seu uso — seja para se defender, atravessar obstáculos ou manipular inimigos — é parte fundamental da experiência. E é justamente nesse domínio que o jogo revela todo o seu potencial.
ChainStaff foi desenvolvido pela Mommy’s Best Games e lançado no dia 8 de março e esta disponível para Playstation 4 e 5, Xbox One e Series X|S, Nintendo Switch 1 e 2 e PC (STEAM)


