FESTIVAL VISÕES PERIFÉRICAS ANUNCIA VENCEDORES DE SUA 19ª EDIÇÃO

Em cena, histórias sobre desigualdade social, precarização do trabalho, memória política, identidade negra, diversidade LGBTQIA+, pertencimento, relações familiares e meio ambiente. Produções do Acre, Alagoas, Bahia, Goiás, Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo estão entre os vencedores, incluindo a Baixada Fluminense e o interior de SP.

Festival Visões Periféricas

Encerrando a programação de 2026, o 19º. Festival Visões Periféricas realizou ontem, 26 de julho, a premiação das mostras competitivas e do Visões Lab. O evento foi conduzido por Marcio Blanco, idealizador e coordenador geral do festival. Entre 69 obras de 18 estados, foram premiados filmes do Acre, Alagoas, Bahia, Goiás, Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo, abordando temas como desigualdade social, precarização do trabalho, memória política, identidade negra, diversidade LGBTQIA+, pertencimento, relações familiares e meio ambiente. Pioneiro na difusão do cinema nacional produzido fora dos grandes centros, o Festival Visões Periféricas aconteceu de 23 a 26 de julho de forma presencial no Rio de Janeiro e online, pelo site do projeto.

“Tempestade de Mentiras”, da Baixada Fluminense (RJ), ganhou na Mostra Visorama. Na Mostra Cinema da Gema, o vencedor foi Girassóis, que levou também o Prêmio de Voto Popular. Na Mostra Fronteiras Imaginárias, o campeão foi “A Tela”, de Goiás. O pernambucano “Os Arcos Dourados de Olinda” e o carioca “Presépio” levaram Menção Honrosa. Na categoria Mostra Panorâmica, o vencedor foi “Tigrezza”, filme carioca de temática LGBT. O goiano “Vasta Natureza de Minha mãe” recebeu menção Honrosa. O prêmio Itaú Cultural Play foi para “O mapa em que estão os meus pés”, de Alagoas. Houve também a premiação do Visões Lab, laboratório de desenvolvimento de projetos cinematográficos. Os destaques foram para Hortolândia (SP), Rio de Janeiro e Acre. Após a entrega dos prêmios, foi realizada a première carioca do longa “Guapi-Macacu, o filme”. A celebração foi no cinema do Estação Claro Rio, com sala lotada, em Botafogo, no Rio de Janeiro.

FILME DA BAIXADA FLUMINENSE VENCE A MOSTRA VISORAMA

A premiação do festival começou pela Mostra Visorama, que reuniu 16 filmes de até 15 minutos, produzidos em contextos de formação audiovisual no ensino básico, médio e em projetos do terceiro setor. O vencedor foi TEMPESTADE DE MENTIRAS, de Angela Santos, realização da formação da Escola Livre de Artes da Baixada Fluminense (ELAdaBF) – Eixo Cinema do Gomeia Galpão Criativo.

Num drama social que aborda hipocrisia política e solidariedade, uma mulher da Baixada, após perder o filho e a casa em uma tempestade, busca ajuda de um político da cidade, mas descobre que a falsidade é cruel. A diretora do filme tem tradição no cinema. Ângela é filha de Chico Santos, fundador de uma produtora de cinema em Duque de Caxias em 1960, co-roteirista do filme “O Amuleto de Ogum”, de Nelson Pereira dos Santos.

Segundo os jurados Filipe Gonçalves e Manaíra Carneiro, o filme “retrata, através do cotidiano de uma mãe, todas as esferas da violência do racismo ambiental que assolam a Baixada Fluminense”A produção recebeu o Troféu Visões Periféricas, o Prêmio EDINA FUJII – CIARIO, no valor de R$ 8.000,00 em locação de equipamentos de iluminação, acessórios e maquinaria da empresa NAYMAR.

O festival ofereceu também Menção Honrosa de Melhor Atriz a Sílvia de Mendonça, pela interpretação do personagem Sebastiana, que conseguiu exprimir lindamente os dilemas de uma mãe, liderança religiosa e comunitária em meio aos problemas estruturais e sociais da Baixada Fluminense. Mulher preta, mãe-solo, professora, jornalista, atriz, ativista, produtora cultural e comunicadora, Sílvia trabalhou no filme “Como Nascem os Anjos”, longa do Murilo Salles, em 1996, como a dona Neuza, mãe do Japa, personagem do Silvio Guindane.

JESSICA LINHARES E MIGUEL CHAVES, DO RIO DE JANEIRO, GANHAM DOIS PRÊMIOS E MAIS UMA MENÇÃO HONROSA COM FILME INSPIRADO EM CASO REAL OCORRIDO NO RECIFE, SOBRE A ESCALA 6X1

Na Mostra Competitiva Cinema da Gema, que reuniu filmes de até 30 minutos produzidos no Estado do Rio de Janeiro, concorreram nove curtas. O vencedor foi GIRASSÓIS, de Jessica Linhares e Miguel Chaves, que ganhou também o prêmio de Voto Popular e uma menção honrosa pela atuação de Wilson Rabelo, com um filme crítico e sensível sobre as consequências da precarização do trabalho no Brasil.

Num retrato íntimo e universal sobre a luta de trabalhadores pelo direito ao descanso, José, fiscal de loja terceirizado de uma grande rede de supermercados, é subitamente transferido para uma filial mais distante, enquanto Glória, professora aposentada, complementa a renda como motorista de aplicativo. A inspiração foi um caso real ocorrido em Recife, em 2020, quando um funcionário de supermercado faleceu durante o expediente e o estabelecimento seguiu funcionando, ignorando o corpo.

Para o júri técnico, composto por Filipe Gonçalves e Manaíra Carneiro, chamou a atenção a “abordagem sensível e contundente de um tema tão urgente quanto a escala 6×1, que já é massacrante em condições normais, se tornando devastadora para uma pessoa idosa. Atuações impecáveis que nos prendem no silêncio e fotografia que, por um momento, até parece atenuar o peso do trabalho.” O filme recebeu também Menção Honrosa “pela interpretação de Wilson Rabelo como o personagem Zé, que nos faz sentir as angústias de um trabalhador idoso explorado ao máximo num momento da vida que deveria estar usufruindo de descanso.”

Girassóis ganhou o Troféu Visões Periféricas e o Prêmio EDINA FUJII no valor de R$ 10.000,00 em locação de equipamentos de iluminação, acessórios e maquinaria, da empresa NAYMOVIE. Como vencedor do prêmio Voto Popular, recebeu ainda o Troféu Visões Periféricas e o Prêmio CIARIO no valor de R$ 8.000,00 em locação de equipamentos de iluminação, acessórios e maquinaria, da empresa NAYMAR.

Esse é o segundo curta-metragem assinado por Jessica Linhares e Miguel Chaves como dupla, sucedendo Um Filme de Quarentena (2021), que estreou na Première Brasil do Festival do Rio. O filme foi produzido pela Rebuliço, via Lei Paulo Gustavo, com apoio do Ministério da Cultura, Governo do Estado do Rio de Janeiro e Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa.

FILME DE GOIÁS VENCE FRONTEIRAS IMAGINÁRIAS

A Mostra Fronteiras Imaginárias reuniu filmes de até 30 minutos produzidos por realizadores independentes de todo o Brasil. É a maior do festival em termos de número de filmes, com 18 curtas-metragens. O premiado na categoria foi a produção goiana A TELA, de Gabriel Newton. O filme parte de um gesto simples de uma jovem da periferia de Goiânia que pendura um quadro de dez mil reais na parede da casa onde vive com a avó. A partir disso, a história abre espaço para falar sobre arte, vontade, pertencimento e representatividade negra.

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Segundo o júri, composto por Sergio Rossini e Érica de Freitas, o filme destacou-se “pela originalidade, criatividade e por sua realização impecável, com roteiro, fotografia, arte, montagem, direção e atuação que nos transporta para as fronteiras imaginárias do fazer cinematográfico”.

A Tela recebeu o Troféu Visões Periféricas e o Prêmio EDINA FUJII no valor de R$ 10.000,00 em locação de equipamentos de iluminação, acessórios e maquinaria, da empresa NAYMOVIE. Gabriel Newton é diretor e roteirista formado em Audiovisual pela Universidade Estadual de Goiás. Sua obra se volta para narrativas que investigam a negritude, a periferia e as contradições sociais no Brasil contemporâneo.

CINEASTA DE PERNAMBUCO GANHA MENÇÃO HONROSA NA MOSTRA FRONTEIRAS IMAGINÁRIAS

Na Mostra Fronteiras Imaginárias, o júri também concedeu duas Menções Honrosas. A primeira foi para OS ARCOS DOURADOS DE OLINDA, do pernambucano Douglas Henrique. O documentário mistura memória, política, cultura popular e humor para investigar como Olinda ficou conhecida como a primeira cidade do mundo a “falir” um McDonald’s. Transformando uma lenda popular em enredo de filme, o curta de 24 minutos investiga a possível relação do fechamento da franquia norte-americana com a eleição da primeira prefeita comunista da cidade.

Os júris Érica de Freitas e Sergio Rossini concederam a menção “pela originalidade com que transforma um episódio corriqueiro em um potente retrato político e cultural. Ao revisitar a singular “guerra fria” entre a primeira prefeita comunista do Brasil e uma grande corporação, o filme analisa, com sensibilidade e humor, os hábitos, tensões e particularidades de uma cidade que fez história ao “falir” um McDonald’s. Mais cinematográfico, impossível.”

MENÇÃO HONROSA VAI TAMBÉM PARA RIO DE JANEIRO

A segunda Menção Honrosa da Mostra Fronteiras Imaginárias foi para PRESÉPIO, de Felipe Bibian. Ambientado em uma celebração de Natal, o curta revela tensões ligadas ao passado de uma família marcada pela ditadura militar, articulando questões íntimas com a história recente do país. O filme destaca-se pela abordagem da memória política no âmbito familiar.

Segundo os jurados, o reconhecimento vem pela temática que conduz o roteiro a partir de uma reunião familiar natalina, a introdução bem-humorada, a escolha de um elenco experiente para papéis que depois se desdobrarão em personagens essencialmente dramáticos e a potência do convite a um olhar mais cuidadoso sobre a educação cotidiana de uma criança, fizeram nascer um filme que deveria ser exibido em todas as escolas brasileiras.”

Presépio investiga os impactos do autoritarismo na vida cotidiana, oferecendo uma leitura sensível e crítica sobre herança, silêncio e conflitos geracionais, e abordando o tema do armamento como um alerta. O filme teve sua estreia mundial na França, no Festival de Biarritz, no ano passado. Felipe Bibian, roteirista e editor, trabalhou em Babenco – Alguém Tem que Ouvir o Coração e Dizer: Parou (2019), Nosso Sonho (2023) e Memória em Verde e Rosa (2016). Dirigiu Baba 105 (2013) e codirigiu Os Dias que Virão (2019).

PREMIAÇÃO PANORÂMICA VAI PARA FILME PERIFERIA DE SALVADOR (BA)

Na Mostra Competitiva Panorâmica, que reuniu filmes com duração de pelo menos 40 minutos (médias e longas metragens), o vencedor foi TIGREZZA, do cineasta baiano Vinicius Eliziario. O filme transporta o espectador para espaços de espetáculo de drags, na periferia de Salvador, valorizando e desconstruindo as imagens sobre pessoas LGBTQIA+.

O júri técnico composto por Sérgio Rossini e Érica de Freitas concedeu o prêmio “pela delicadeza com o filme que retrata a amizade entre duas pessoas trans, que logo evolui para a descoberta do amor. Embalado por uma trilha tocante, o filme escolhe um caminho leve, romântico e livre de violências trágicas. Ao ampliar o olhar para a dignidade, as possibilidades de afeto e a felicidade que deveriam estar acessíveis a essa comunidade, a obra nos oferece um gesto potente de imaginação e futuro. Uma experiência luminosa.”

O filme recebeu o Troféu Visões Periféricas e o Prêmio EDINA FUJII no valor de R$ 15.000,00 em locação de equipamentos de iluminação, acessórios e maquinaria da empresa NAYMOVIE. Vinícius Eliziário (1995, Brasil) é diretor, roteirista e montador. Graduado em Produção Audiovisual (UNIJORGE) e Artes Interdisciplinares com ênfase em Cinema e Audiovisual (UFBA). Desde 2016, assina filmes como Sarau da Onça – A Poesia de Quebrada, Rebento, Procura-se Bixas Pretas e Tigrezza, com mais de 130 seleções em festivais e 55 prêmios. Curador do Cine Raiar e do Festival Amado de Cinema, já ministrou oficinas e integrou júris em diversos eventos.

Tigrezza

GOIÁS RECEBE MENÇÃO HONROSA 

Na Mostra Competitiva Panorâmica, o Júri oficial concedeu Menção Honrosa ao filme goiano VASTA NATUREZA DE MINHA MÃE, de Aristótelis Tothi e Inez dos Santos. O longa convida o público a refletir sobre a relação entre os espaços que habitamos e os rastros que deixamos.

Aristótelis Tothi produziu o longa ao lado de sua mãe, Inez dos Santos. Para os jurados, Sérgio Rossini e Érica de Freitas, o destaque veio pela capacidade de “transformar a vida da personagem num filme poético e muito bem construído, com destaque para a linguagem visual e narrativa que nos transporta para o universo particular de Dona Inez dos Santos”.

É um filme tocante sobre a vida deles e sobre como contar essa história no cinema. Com uma direção sensível, é um filme cheio de pureza e que provoca encantamento. É daqueles filmes que fazem rir, chorar e deixar um quentinho no peito, com uma fotografia que fica na memória.

ITAÚ CULTURAL PLAY PREMIA “O MAPA EM QUE ESTÃO MEUS PÉS”, DE ALAGOAS

Celebrando cinco anos de parceria com o Itaú Cultural Play, o festival entregou também o Prêmio Itaú Cultural Play. O contemplado foi o alagoano O MAPA EM QUE ESTÃO MEUS PÉS, de Luciano Pedro Jr. O enredo resgata uma história improvável vivida por Sebastião, um pescador e agricultor que passou a vida inteira numa vila de pescadores. Lá ele formou família com sua esposa e mais de 10 filhos. Até que aos 84 anos de idade desapareceu, colocando todos em seu encalço.

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No filme, Sebastião é interpretado pelo ator alagoano Igor de Araújo (“O Agente Secreto”), responsável pela voz que conduz a narrativa. Com filmagens nas cidades de Barra de Santo Antônio, Porto de Pedras e Maceió, no litoral alagoano, o filme é uma fabulação inspirada numa viagem feita pelo bisavô do cineasta, em retorno a sua cidade natal.

Como prêmio, o curta recebeu o valor de R$ 15 mil com licenciamento para a plataforma Itaú Cultural Play, pelo período de 24 meses. Participaram da cerimônia de entrega os representantes do Itaú Cultural Play Rafael Nascimento e Andressa BragaA premiação reconhece quem faz arte e cultura brasileiras por meio do audiovisual, promovendo narrativas autênticas, plurais e representativas sobre a identidade do país. Com o objetivo de aproximar o público de uma produção que se conecta ao olhar curatorial da plataforma – baseado em valores como diversidade regional, de gênero e de raça, singularidade, relevância temática e qualidade artística –, a premiação conta com parceiros que compartilham dessa visão inclusiva, contribuindo para o fortalecimento do cenário audiovisual.

Estreando no Rio de Janeiro pelo festival, “O Mapa em que Estão os Meus Pés” foi realizado com recursos do Prêmio Pedro da Rocha, da secretaria de estado da cultura e economia criativa (Secult/AL). O filme também contou com recursos da Lei Paulo Gustavo para sua finalização, além de apoio da prefeitura de Barro de Santo Antônio e da prefeitura de Porto de Pedras.

O diretor do curta, Luciano Pedro Jr., é formado em Teatro pela Universidade Federal de Pernambuco e trabalha com audiovisual há seis anos, atuando e colaborando com cineastas como Renata Pinheiro, Caio Dornelas, Rafhael Barbosa, Ulisses Arthur, Pedro Severien, Cacá Diegues, Marcelo Lordello, entre outros. “O Mapa em que Estão os Meus Pés” é seu primeiro curta.

PROJETO DE HORTOLÂNDIA (SP) É PREMIADO NO VISÕES LAB CURTA

O 19º Festival Visões Periféricas contou também com a 6ª Edição do Visões Lab, laboratório de desenvolvimento de projetos cinematográficos. Dez projetos participaram do programa, realizado durante a semana do evento. Cinco projetos de curtas e cinco de longas receberam mentorias de produção executiva, direção e roteiro. Ao final, os produtores participaram de um pitching onde apresentaram seus trabalhos para vários players do mercado, incluindo canais de TV, produtoras e distribuidoras.

Os players do pitching de curtas-metragens do 6o Visões Lab concederam os prêmios de maior destaque ao projeto Madalena, da produtora Jordana Produções e do diretor-roteirista Danilo Pessôa. O projeto desenvolvido em Hortolândia, interior de São Paulo, recebeu o Prêmio EDINA FUJII no valor de R$ 10.000,00 em locação de Iluminação, acessórios e maquinaria, da empresa NAYMAR; além do Prêmio Stone Milk de Pós-Produção, no valor de R$ 10.000,00 em serviços de finalização e R$ 5.000,00 em serviços de consultoria para pós-produção.

PROJETO DO RIO DE JANEIRO GANHA VISÕES LAB LONGA E PRÊMIO TEM DENDÊ VAI PARA ACRE

Na categoria longa metragemos prêmios foram entregues ao projeto carioca Na Régua, do criador e roteirista Digão RibeiroEle recebeu o Prêmio EDINA FUJII no valor de R$ 15.000,00 em locação de Iluminação, acessórios e maquinaria, da empresa NAYMAR; além do Prêmio Stone Milk de Pós-Produção, no valor de R$ 25.000,00 em serviços de finalização e mais R$ 5.000,00 em serviços de consultoria para pós-produção.

Encerrando a cerimônia, o Festival Visões Periféricas em parceria com a Produtora Tem Dendê entregou o Prêmio Especial Talentos Brasil no valor de R$ 2.000.00 em dinheiro para outro longa do Video Lab. O vencedor foi o projeto acreano Margem, da produtora TP Produção Audiovisual e do diretor e roteirista Ney Ricardo.

ENCERRAMENTO TEVE FILME DE CINEASTA DA BAIXADA FLUMINENSE, SOBRE RIOS QUE DESÁGUAM NA BAÍA DE GUANABARA

A noite de premiação foi encerrada com a estreia no Rio de Janeiro do trabalho mais recente da cineasta Catu Rizo, o longa Guapi-Macacu, o filme. Narrado por Catu, cineasta de Nilópolis, o filme segue um fluxo de contracorrente – da foz à nascente do rio Guapi-Macacu, no Rio de Janeiro – através de encontros com pescadores, quilombolas, guarda-parques e lideranças locais. Com 85 minutos de duração, a produção embarca em um processo de escuta das pessoas que habitam e se relacionam com as águas fluminenses do lado leste da Baía de Guanabara: em Magé, Guapimirim e Cachoeira de Macacu. Entre memórias apagadas e saberes ancestrais, o filme reimagina uma outra Baixada Fluminense, conectada pelas águas. A obra integra a “Trilogia das águas fluminenses” e mergulha na rotina e nas memórias do território mageense, conectando a preservação ambiental à história de quem vive da terra e das águas.

Uma seleção de 11 curtas-metragens selecionados pelo Festival Visões Periféricas ainda pode ser conferida até 6 de agosto na plataforma gratuita de streaming Itaú Cultural Play. O Festival é uma realização da Supimpa Produções e Imaginário Digital, com patrocínio do Banco Itaú e apoio do Ministério da Cultura, via Lei Rouanet, e RioFilme, órgão que integra a Secretaria de Cultura da Prefeitura do Rio, com recursos da Política Nacional Aldir Blanc. O festival teve como apoiadores também a NayMovie (Cia Rio), Studio Stone Milk, Paradiso Multiplica, Estação Claro, CineCarioca, Itaú Cultural Play, Canal Brasil, Cardume, Curta Distribuidora, Innsaei, Tem Dendê e Fórum do Cinema.

SERVIÇO

Festival Visões Periféricas 2026
Data: De 23 a 26 de julho
Local: Presencial (em diversos pontos do Rio de Janeiro) e online
Programação completa: https://www.visoesperifericas.com.br/home
Uma seleção de curtas-metragens pode ser assistida também por streaming, na plataforma Itaú Cultural Play, até 6 de agosto

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